Quando escrevi acerca da crise financeira internacional em 2009, disse na época que aquela era a mãe de todas as crises. Expliquei que assim era chamada, porque ela iria gerar outras crises, ora específicas, ora mais amplas, algumas pontuais outras de longa duração. Agora estamos diante de outra crise, a do câmbio. Esta resulta de que os países mais desenvolvidos não conseguiram recuperar suas economias da crise financeira internacional e agora estão procurando esta recuperação usando outros mercados. A decisão do Fed americano de injetar U$ 600 bilhões na economia aponta nesta direção. Todo esse dinheiro não ficará no mercado americano, nem servirá para aquecer a economia americana, mas irá para os mercados emergentes que possuem taxas de juros mais atraentes e fará com que haja um desequilíbrio na economia desses países. O objetivo do Fed é desvalorizar o dólar, para que as exportações americanas ganhem impulso gerando empregos e diminuindo as importações. Os países emergentes estão se sentindo ameaçados por estas decisões, aponta-se para a política do “salve-se quem puder”. Decisões como estas farão com que medidas protecionistas aconteçam em vários países, especialmente naqueles que estão apoiados num modelo exportador. A China também participa ativamente desta guerra, pois, mantém sua moeda atrelada ao dólar, com a finalidade de desvalorizá-la artificialmente e não sofrer com a diminuição das exportações, mas tem tomado medidas para restringir a entrada de dólares no seu mercado, afim de que não haja desequilíbrio. Quem tem dólares está à procura de mercados mais atraentes visto que os juros americanos estão em 0,25% ao ano, bem como no Japão e outros países ricos, esses capitais estão na casa de 2 trilhões de dólares, migrando para os emergentes e desequilibrando as economias desses, em outra postagem falarei sobre as previsões futuras para este cenário global.
Wednesday, November 10, 2010
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