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Wednesday, July 8, 2009

A DETERIORAÇÃO ECONÔMICA MUNDIAL

A DETERIORAÇÃO ECONÔMICA MUNDIAL

Autor: Rubens da Cunha Mariobo

Nas últimas semanas vemos uma movimentação interessante por parte das economias mais ricas, no sentido de encontrarem soluções para os setores afetados pela crise financeira, bem como para as economias dos países como um todo.

As soluções encontradas destoam do cenário atual, tanto pela timidez e conseqüente ineficácia que já estão tendo, bem como pela lentidão já propalada aos quatro cantos do planeta por vários especialistas no assunto.

Esta última, creio, será determinante para o nosso futuro, para o futuro da economia e o futuro dos países.

As razões são simples, claras e inequívocas, a deterioração acelerada das economias, das grandes empresas e conseqüentemente das pequenas também, fará com que grandes corporações logo desapareçam, dando lugar ao vazio.

As pequenas também sofrerão, visto que muitas delas orbitam em torno das grandes.

Então o que fazer? A resposta está nos governos, é repetitivo, mas é verdade. Somente os governos poderão nesse momento agir no sentido de estancar a crise.

Os setores afetados estão em agonia, vêem seus ativos, sua vida e sua história em pouco tempo desaparecerem com uma velocidade espantosa.

Há empresas que já perderam 100 bilhões de dólares em seu valor acionário, os acionistas simplesmente se desfizeram das ações, levando o valor acionário à quase zero, estas estão simplesmente desaparecendo, da noite para o dia, é uma questão de tempo, na verdade, de pouquíssimo tempo.

A demora na implementação de soluções eficazes, fará com que o processo de deterioração se torne praticamente irreversível. Nunca se pode brincar com o tempo, ele é um fator determinante.

Existe um ditado econômico bem conhecido que diz, “não é o maior que vence o menor, é o mais rápido que vence o mais lento”.

Quando se encurta o tempo de solução de um problema, na verdade diminui-se o risco e o prejuízo, e torna a recuperação possível.

Os socorros dos bilhões de dólares que os governos estão prometendo, ainda não apareceram, em alguns casos não será mais preciso, elas já quebraram.

Com a continuidade dessa letargia, veremos estourar outra crise, esta será muito mais grave, será a crise do setor público.

Haverá queda brusca na arrecadação e sem os imensos impostos que advinham das grandes corporações, haverá desemprego no setor público, falta de contratações, aumento de serviço nos setores públicos, em fim será o caos do caos.

Veremos o caos na prestação dos serviços públicos, aliás, já presenciamos isto diariamente nas filas dos hospitais, no atendimento aos doentes nos corredores e isto em tempos de grande arrecadação. Como será em tempos de escassa arrecadação?

O tempo é de agir e muito rápido, por que as medidas que poderão ter algum impacto são demoradas e não terão resultado imediato. Devem ser medidas de infra-estrutura e estas levam tempo para se iniciar e um tempo maior ainda para o retorno dos investimentos.

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